Educação Patrimonial – Curitiba em seu tempo

Ciclo de Palestras "Curitiba em seu tempo"

Ciclo de Palestras “Curitiba em seu tempo”

O Sesc Paço da Liberdade oferece gratuitamente ao público o Ciclo de Palestras “Curitiba em seu tempo”, apresentando obras relacionadas à historicidade curitibana.

Os colaboradores da coleção A Capital, viabilizada por meio da Factum Pesquisas Históricas, irão apresentar as diferentes perspectivas que contemplam o conteúdo de suas obras.

O primeiro trabalho foi apresentado no dia 31 de janeiro e as próximas palestras acontecerão nos dias 26 de fevereiro e 28 de março.

Confira a programação abaixo:

31 de janeiro 2013

Ecos do tempo perdido: fragmentos da gênese de uma temporalidade moderna
Autor: Vidal Antonio Azevedo Costa (Doutor em História pela UFPR)

Resumo: ao questionar o passado recente a partir do imaginário, esta obra propicia o entendimento da experiência vivenciada pelos curitibanos da belle-époque, quando, distantes dos cenários dos conflitos bélicos que tanto marcaram o século XX, deles se aproximaram como testemunhos do imaginário, por meio da leitura do noticiário impresso e das idas aos cinemas.

26 de fevereiro 2013

O espelho e a miragem: ecletismo, moradia e modernidade na Curitiba do inicio do século XX
Autor: Marcelo Sutil (Doutor em História pela UFPR)

Resumo: entre os séculos XIX e XX, Curitiba cresceu e se urbanizou mais do que nos duzentos anos anteriores. Residências luso-brasileiras cederam lugar à arquitetura eclética, sinônimo de modernidade. Em pouco tempo, não apenas a elite, mas todas as classes sociais construíam sob a inspiração eclética, que marcou a paisagem urbana da capital paranaense do começo do século XX.

28 de março 2013

A arquitetura resultante da preservação do patrimônio edificado em Curitiba.
Autor: Jeferson Dantas Navolar (Mestre em Arquitetura pela URDA, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo/PR)

Resumo: a obra se volta para a produção da arquitetura de Curitiba, sua preservação, conservação e restauro; ações estas envoltas de maneira irresistível em polêmicas por envolver as políticas públicas voltadas ao patrimônio edificado de Curitiba, colocando em toco a arquitetura daí resultante, a qual, por sua vez, faz engrenar a política patrimonial em suas faces de conservação e preservação.

Horário das palestras: 19h às 21h
Local: Sesc Paço da Liberdade – Sala de Atos Praça Generoso Marques, Centro
45 vagasAcesso gratuito mediante inscrição junto ao Serviço de Atendimento ao Cliente. Necessário a apresentação do Cartão do Cliente SESC Paraná na inscrição deste evento.

Paço da Liberdade

Em 2011 o Sesc-PR teve o projeto ‘Educação patrimonial – Paço da Liberdade’ indicado ao Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, que valoriza o patrimônio histórico e cultural do Brasil.

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Construído em 1916 para abrigar a primeira sede da Prefeitura Municipal de Curitiba, o Paço da Liberdade se mostrou um projeto inovador que culminou em um ícone da sociedade curitibana. Inicialmente localizado onde funcionava a cadeia da cidade, estabeleceu-se como Mercado Municipal e então foi transformado no espaço no qual hoje se desfruta de arte, cultura e lazer. Após sediar o Museu Paranaense (entre os anos de 1969 e 1998) e passar por um longo período de abandono (entre 2002 e 2006), o sistema Sesc Paraná assumiu o compromisso de recuperá-lo, sendo reinaugurado no dia 29 de março de 2009, após quase três anos de um delicado processo de restauro.

Tombado pelas três instâncias do Patrimônio Histórico (municipal, estadual e federal), a construção de 2.205 m² abriga biblioteca, sala de internet livre, café cultural e musical, estúdio de gravação, sala de atos para apresentações musicais e teatrais, laboratório de artes eletrônicas para criação e edição de materiais de som e vídeo, espaço de exposições, sala de aula para cursos de artes e comunicação e uma sala de cinema com exibições de vídeos, filmes não-comerciais, mostras paralelas e produções paranaenses.

A ocupação deste espaço exige do Sesc Paraná um novo olhar sobre a questão da preservação do patrimônio histórico de Curitiba, iniciando pelas ações voltadas à mobilização da população sobre a importância de se reconhecer, preservar e ter acesso ao acervo existente.

Sesc Paço da Liberdade

Endereço: Praça Generoso Marques, 180

E-mail: pacodaliberdade@sescpr.com.br

Telefone: (41) 3234-4200

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Antonina recebe oficinas de Educação Patrimonial

Nos dias 10 e 24 de novembro, os educadores da rede pública de Antonina irão participar de oficinas de Educação Patrimonial oferecidas pela Superintendência do Iphan no Paraná. Os encontros têm como objetivo a reflexão, o debate e a construção de uma noção compartilhada de patrimônio cultural.

O centro histórico da cidade e o complexo das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo (IRFM), em Antonia, foram tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em janeiro desse ano. A cidade é o terceiro centro histórico tombado em nível federal no Paraná. Os outros dois são a Lapa, cujo centro histórico foi tombado em 1998, seguida de Paranaguá, com tombamento foi anunciado em 2009.

Para abrir as atividades das oficinas, no dia 17 de outubro, o superintendente do Iphan no Paraná, José La Pastina Filho ministrou a palestra O que é Patrimônio Cultural?. “Patrimônio é aquilo que, em um determinado momento, entende-se que é importante para representar aquelas pessoas ou aquele lugar. Só se preserva aquilo que a comunidade exige que seja reconhecido como parte da sua identidade”, explicou La Pastina.

Durante as oficinas, além de discutir as formas e instrumentos de proteção e preservação desse patrimônio e recolher sugestões de como introduzir a temática do patrimônio nas escolas, será apresentado aos educadores do município o Jogo do Patrimônio. Este jogo é baseado nos princípios do RPG (Role-Playing Game, Jogo de Interpretação de Personagem) que mistura estratégia e imaginação. Nele, os jogadores interpretam diferentes personagens e superam desafios de acordo com as regras descritas por um narrador.

O Jogo do Patrimônio se passa em uma cidade imaginária em processo de tombamento. Os personagens devem, então, participar ativamente do processo, escolhendo qual a área a ser tombada e defendendo a importância de sua preservação para a história do município. Após as oficinas, o material poderá ser cedido por até cinco anos às escolas interessadas no desenvolvimento de atividades de educação patrimonial.

O superintendente do Iphan no Paraná, José La Pastina Filho ministrando a palestra O que é Patrimônio Cultural?

 

Oficinas de Educação Patrimonial em Antonina
Data: 10 e 24 de novembro
Horário: período integral – manhã e tarde
Local: Colégio Estadual Brasílio Machado, Antonina/PR

Mais informações: (41) 3264-7971

 

 

 

Workshop Internacional discute tombamento, turismo e preservação em Antonina

Acontece, entre os dias 24 de setembro e 21 de outubro, em Antonina, no litoral do Paraná, o workshop internacional Desenvolver territórios vulneráveis: sustentabilidade e ações integradas para o futuro de Antonina. O evento tem como objetivo levantar diversos temas sobre o desafio do desenvolvimento local sustentável em um território costeiro ambientalmente vulnerável.

Antonina

Entre os temas abordados está o tombamento do centro histórico da cidade e do complexo das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo (IRFM), que aconteceu em janeiro desse ano. No evento, serão discutidas questões como: Como utilizar o tombamento como um diferencial turístico da cidade? A restauração do Centro Histórico e do Complexo Matarazzo podem impulsionar o turismo? Como fazer esta restauração? O tombamento permite que o município acesse recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) das cidades históricas. Como conseguir e utilizar este recurso?

Para falar sobre as diretrizes e normas de preservação para áreas urbanas tombadas, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) destacou o arquiteto Moises Stival. A palestra acontece na quinta-feira, dia 4 de outubro, às 9h. Antonina é a terceira cidade no Paraná a ser preservada pelo patrimônio histórico federal. A primeira foi a Lapa, em 1998, seguida de Paranaguá, em 2009.

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