Iphan/PR garante preservação de sítios arqueológicos pelo Paraná

Em 2012, a equipe de arqueologia da Superintendência do Iphan no Paraná realizou diversas vistorias por todo o estado, garantindo a proteção física de remanescentes arqueológicos e a preservação de áreas de importância histórica e cultural. Entre as ações, podemos destacar as do grupo de trabalho instituído para elaboração de um plano de preservação dos remanescentes das ruínas da Redução Jesuítica de Santo Inácio Mini, no município de Santo Inácio, frente aos impactos causados pelo reservatório Usina Hidrelétrica de Taquaruçu, construída na década de 1990.

Além disso, a empresa Duke Energy está solicitando a renovação da Licença de Operação junto ao IBAMA, o que implica na necessidade de novas pesquisas arqueológicas na área do reservatório da usina. A Portaria nº 28/2003 estabelece projetos de levantamento, prospecção e resgate do patrimônio arqueológico para a faixa de depleção dos reservatórios de empreendimentos hidrelétricos de qualquer tamanho ou dimensão dentro do território nacional, como forma de reparar, minimizar e mitigar os impactos negativos causados pela implantação dos referidos empreendimentos.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Entre as propostas aprovadas pelo GT estão a proteção física e a socialização do sítio arqueológico por meio da construção de estruturas e trilhas para visitação e de um Centro Cultural que possibilite a continuidade e aprofundamento da produção de conhecimento científico. Além disso, o plano prevê a proteção das margens do sítio contra a ação causada pela oscilação da lâmina d’água do reservatório.

Ao longo do ano, também foram realizadas vistorias em Adrianópolis onde foram localizados dois sítios arqueológicos singulares no estado. Um dos sítios resgatados apresentou um número expressivo de fogueiras concentradas e material cerâmico pré-histórico que foi associado a grupos indígenas do tronco linguístico Jê, que habitavam todo o planalto sul brasileiro.

Áreas pretendidas para a instalação de várias centrais geradoras hidrelétricas (CGHs) foram visitadas pelo Setor de Arqueologia do Iphan/PR e de representante da Secretaria do Estado da Cultura (SEEC) para uma primeira avaliação sobre impactos em muros de taipa de pedra no município de Palmas. Os muros históricos estão associados ao tropeirismo na região e eram construídos para a condução e proteção das tropas em locais de difícil acesso.

Para a duplicação da BR 116, no trecho Curitiba-Mandirituba-Fazenda Rio Grande foi realizado um diagnóstico do patrimônio arqueológico que poderia ser impactado pelas obras de ampliação da rodovia. O estudo indicou a presença de três estruturas subterrâneas que poderiam ter sido utilizadas como moradia por populações pretéritas que habitaram o Paraná, as chamadas casas subterrâneas. Tais estruturas eram construídas nas regiões altas (planaltos) para proteção contra o inverno rigoroso da região sul do Brasil e também estão associadas aos grupos indígenas do tronco linguístico Jê.

Anúncios