Audiência Pública

Fandango, lançamento de livro, exibição de vídeo com depoimentos dos pescadores de tainha e apresentação dos resultados obtidos com a aplicação do INRC – Inventário Nacional de Referências Culturais, de Paranaguá.

Confira na galeria abaixo como foi a Audiência Pública realizada na Ilha do Mel, em dezembro de 2012, sobre os desafios e perspectivas para a pesca artesanal no litoral paranaense.

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Convite para Audiência Pública

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) convida todos a participar de Audiência Pública a ser realizada no dia 19/12/2012, na Vila de Encantadas/Ilha do Mel, com a finalidade de debater sobre os desafios e perspectivas para a pesca artesanal no litoral paranaense. Compondo uma ampla pesquisa que pretende conhecer e mapear os bens de natureza imaterial representativos do município de Paranaguá, através da aplicação do INRC – Inventário Nacional de Referências Culturais, nesta ocasião estaremos lançando o livro “A pesca da tainha na Ilha do Mel: territorialidades, sociabilidades e técnicas”. A distribuição do livro aos pescadores artesanais da Ilha do Mel e às demais associações locais marca o encerramento desta etapa de inventário, mas se coloca também como o início de um processo de discussão de ações de fomento, valorização e salvaguarda desses saberes e ofícios tradicionais.

Sua presença é fundamental.

CONTATOS:

Juliano Doberstein . (41) 3264-7971 (técnico IPHAN – juliano.martins@iphan.gov.br)
Patricia Martins . (41) 9720-7982 (coordenação geral – patricia.martins@ifpr.edu.br)

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Muito além das histórias de pescador

“A tainha parece que tem ouvido e vê tudo”. Assim começa a narrativa do Seu Carlinhos, pescador da praia de Encantadas, na Ilha do Mel, ensinando que o ofício da pesca é também um aprendizado sobre o comportamento do peixe. Todos os anos, durante os meses de maio a junho, ele pede licença do trabalho e passa alguns dias no Morro do Sabão observando os cardumes que “batem” em Encantadas ou “seguem seu prumo”.

Além do Seu Carlinhos, cerca de 30 pescadores acampam na Praia do Miguel para a prática do ofício. É tempo de espera. Quem pode, permanece na praia cuidando do movimento das tainhas. Quem não pode, vai e volta conforme chegam os avisos de cardumes. Uma tradição que pode estar “em seus últimos anos”, conforme anunciam os próprios pescadores.

Para registrar esta e outras histórias, uma equipe formada por três antropólogas, um historiador, um documentarista e fotógrafos se revezaram em campo, entre os meses de maio e setembro de 2011. A pesquisa, que fez parte do INRC de Paranaguá – etapa Ilha do Mel, teve como foco o registro do lanço da tainha, incluindo as relações e interações sociais, além das narrativas e memórias ligadas à pesca artesanal.

O INCR, ou Inventário Nacional de Referências Culturais, é uma das ferramentas mais importantes para se conhecer a realidade de alguns lugares onde se concentram práticas coletivas de nossa cultura. O resultado desta pesquisa pode ser conferido no livro A Pesca da Tainha na Ilha do Mel: Territorialidades, Sociabilidades e Técnicas. INRC de Paranaguá/2011, que será lançado pelo Iphan/PR no dia 19 de dezembro.

INRC PARANAGUÁ

Serviço

Lançamento do livro A Pesca da Tainha na Ilha do Mel: Territorialidades, Sociabilidades e Técnicas. INRC de Paranaguá/2011
Local: Escola Rural Municipal Teodoro Valentim – Encantadas, Ilha do Mel – Paranaguá
Data: 19 de dezembro
Horário: 14h30

Mais informações: 3264-7971 – Iphan/PR

Audiência pública marca última fase do INRC de Paranaguá

Conhecer uma determinada realidade, um bem ou uma expressão cultural é fundamental para o planejamento e a implantação de ações de salvaguarda de bens culturais ditos imateriais – ou seja, formas de expressão, modos de fazer, rituais e festas e alguns lugares onde se concentram práticas coletivas de nossa cultura. Uma das ferramentas mais importantes para que se conheça essa realidade é o Inventário Nacional de Referências Culturais, INRC.

O INRC é uma metodologia de pesquisa desenvolvida pelo Iphan que envolve técnicos, pesquisadores e a própria comunidade. Seus resultados permitem o acompanhamento das transformações dos bens ao longo do tempo e contribuem para a constituição de acervos de memória, importantíssimos quando se trata de um patrimônio cuja natureza é dinâmica. No Paraná, essa metodologia já foi aplicada no município da Lapa e, desde 2007, vem sendo aplicada no município de Paranaguá.

INRC 4° ETAPA - A PESCA DA TAINHA NA ILHA DO MEL - RETRATOS - RICARDO MACHADO-2923

Para apresentar o resultado final da pesquisa realizada junto aos pescadores de Tainha da Ilha do Mel, o Iphan promove, no dia 19 de dezembro de 2012, às 14h30, uma audiência pública em Encantadas, na Ilha do Mel. O evento vai contar com a presença de representantes do Ministério da Pesca, Ministério Público Federal, Instituto Ambiental do Paraná, Secretaria de Estado da Educação e Associação de Pescadores de Pontal do Sul. Durante o evento, serão levantadas demandas dos pescadores e discutidos alguns encaminhamentos e ações propositivas para o segmento. Uma apresentação de Fandango vai marcar a abertura do evento. Continuar lendo

Encontro marca encerramento da exposição fotográfica na Ilha do Mel

Um grande encontro irá marcar o encerramento da exposição fotográfica que retrata a pesca artesanal da tainha na Ilha do Mel. A exposição ficou aberta para visitação na Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres entre os meses de setembro e dezembro. O trabalho faz parte do Inventário Nacional de Referência Culturais (INRC) do Município de Paranaguá.

 

Para documentar o ofício dos pescadores que acampam na Praia do Miguel, em Encantadas, a Superintendência do Iphan no Paraná contratou uma equipe de pesquisadores e documentaristas. Além do registro escrito e de observações de campo, a pesquisa foi retratada pelo olhar de quatro fotógrafos.

O evento acontece no dia 12 de dezembro. O barco que levará os participantes sairá de Encantadas às 13h30. As vagas são limitadas.

Mais informações: 3264-7971

Exposição fotográfica retrata a pesca artesanal na Ilha do Mel

A pesca artesanal da tainha na Ilha do Mel sob o olhar de quatro fotógrafos: Flávio Rogério Rocha, Gesline Braga, Ricardo Machado e Leandro Souza. Esse é o tema da exposição que vai abrir, no dia 25 de setembro, a 6° Primavera dos Museus na Ilha do Mel, em Paranaguá. Para desenvolver os trabalhos, no inverno de 2011, uma equipe de pesquisadores e documentaristas contratada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Paraná (Iphan/PR) realizou um trabalho de identificação e documentação desse ofício junto aos pescadores de tainha que acampam na Praia do Miguel, em Encantadas.

Exposição fotográfica retrata a pesca artesanal na Ilha do Mel

 

O projeto está inserido em uma ação institucional mais ampla, o Inventário Nacional de Referência Culturais (INRC) do Município de Paranaguá. A metodologia do INRC visa identificar, descrever, documentar e sistematizar em arquivos de consulta pública o chamado patrimônio imaterial da região, como celebrações, saberes, modos de fazer, ofícios, entre outros.

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Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres

Ilha do Mel/Paranaguá

Data de tombamento: 1938

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A Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres foi construída na porção norte da Ilha do Mel, na entrada da Baía de Paranaguá, entre 1767 e 1770.  Está instalada no sopé do Morro da Baleia, do qual foram retiradas as pedras para a sua edificação. É o único exemplar da arquitetura militar do século XVIII no Paraná e caracteriza-se como uma fortificação orgânica, isto é, adaptada à condição topográfica do sítio.

Erguida sob a invocação de Nossa Senhora dos Prazeres, por ser a padroeira da “Casa de Mateus” – família a que pertencia Dom Luiz Antônio de Souza Botelho, responsável pela construção da fortaleza –, abrigou até 1932 uma capela em louvor à santa.

Manteve-se inicialmente com 12 peças de artilharia e um pequeno destacamento militar. A bateria de canhões no topo do morro foi instalada posteriormente, no início do século XX, mas não chegou a ser concluída.

Desde a sua construção, alternaram-se períodos de ocupação e abandono da edificação, que foi definitivamente desativada em 1954. Esse processo deixou marcas: demolições e acréscimos, além de vestígios encontrados durante as prospecções arqueológicas, tais como fragmentos de louças, as bases da antiga capela e indícios de sepultamento humano em local contíguo, projéteis de ferro, entre outros.

Devido à ação do tempo sobre o monumento, serviços de manutenção são exigidos constantemente e as restaurações empreendidas nos últimos anos buscaram reconstituir o espaço original sem, no entanto, omitir as intervenções realizadas.

Visite a fortaleza e saiba um pouco mais da sua história, como o “Incidente Cormorant”!

Editorial

A Superintendência do Iphan no Paraná agora tem um blog.

Por meio desta ferramenta vamos divulgar nossas ações em andamento, como obras de restauração, oficinas de educação patrimonial, seminários, debates e eventos que promovemos no estado. Você também poderá acompanhar notícias relacionadas ao patrimônio cultural, entrevistas e registros de nossas atividades de campo – na forma de relatos, fotografias ou vídeos – e outros conteúdos relacionados. Este blog contará ainda com uma seção de resenhas, na qual serão apresentados exemplares do acervo de nossa biblioteca disponíveis para a pesquisa.

Mais do que nossos principais projetos em desenvolvimento, pretendemos compartilhar informações sobre o patrimônio cultural, suas formas de preservação e os desafios, dúvidas e questionamentos colocados ao longo dessa jornada.

Sede do Iphan/PR - fachada

Sede do Iphan/PR – fachada