Encontro marca encerramento da exposição fotográfica na Ilha do Mel

Um grande encontro irá marcar o encerramento da exposição fotográfica que retrata a pesca artesanal da tainha na Ilha do Mel. A exposição ficou aberta para visitação na Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres entre os meses de setembro e dezembro. O trabalho faz parte do Inventário Nacional de Referência Culturais (INRC) do Município de Paranaguá.

 

Para documentar o ofício dos pescadores que acampam na Praia do Miguel, em Encantadas, a Superintendência do Iphan no Paraná contratou uma equipe de pesquisadores e documentaristas. Além do registro escrito e de observações de campo, a pesquisa foi retratada pelo olhar de quatro fotógrafos.

O evento acontece no dia 12 de dezembro. O barco que levará os participantes sairá de Encantadas às 13h30. As vagas são limitadas.

Mais informações: 3264-7971

Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres

Ilha do Mel/Paranaguá

Data de tombamento: 1938

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A Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres foi construída na porção norte da Ilha do Mel, na entrada da Baía de Paranaguá, entre 1767 e 1770.  Está instalada no sopé do Morro da Baleia, do qual foram retiradas as pedras para a sua edificação. É o único exemplar da arquitetura militar do século XVIII no Paraná e caracteriza-se como uma fortificação orgânica, isto é, adaptada à condição topográfica do sítio.

Erguida sob a invocação de Nossa Senhora dos Prazeres, por ser a padroeira da “Casa de Mateus” – família a que pertencia Dom Luiz Antônio de Souza Botelho, responsável pela construção da fortaleza –, abrigou até 1932 uma capela em louvor à santa.

Manteve-se inicialmente com 12 peças de artilharia e um pequeno destacamento militar. A bateria de canhões no topo do morro foi instalada posteriormente, no início do século XX, mas não chegou a ser concluída.

Desde a sua construção, alternaram-se períodos de ocupação e abandono da edificação, que foi definitivamente desativada em 1954. Esse processo deixou marcas: demolições e acréscimos, além de vestígios encontrados durante as prospecções arqueológicas, tais como fragmentos de louças, as bases da antiga capela e indícios de sepultamento humano em local contíguo, projéteis de ferro, entre outros.

Devido à ação do tempo sobre o monumento, serviços de manutenção são exigidos constantemente e as restaurações empreendidas nos últimos anos buscaram reconstituir o espaço original sem, no entanto, omitir as intervenções realizadas.

Visite a fortaleza e saiba um pouco mais da sua história, como o “Incidente Cormorant”!