Livro A Arquitetura Italiana em Curitiba será lançado na próxima quarta-feira

PrintLivro A Arquitetura Italiana em Curitiba será lançado no dia 03/04

Estudo resgata as influências arquitetônicas trazidas pelos imigrantes italianos às construções de Curitiba

Fruto de extensa pesquisa realizada pelos arquitetos Ana Carolina Mazzarotto e Fábio Domingos Batista, o livro A arquitetura Italiana em Curitiba traz como tema principal as edificações dos imigrantes italianos na região de Curitiba, entre o período de 1870 a 1930. O objetivo principal do estudo é a preservação de uma memória construtiva curitibana que se relaciona com a paisagem de uma cidade em transformação, ainda com fortes características rurais.

Após ampla pesquisa histórica e bibliográfica os autores dividiram o trabalho de execução e produção do livro em três etapas. Na primeira foram analisados os remanescentes da arquitetura do imigrante italiano em Curitiba, especificamente a arquitetura residencial e arquitetura sacra. Também foi pesquisado o Panteão do Cemitério de Santa Felicidade, devido a sua singularidade.

Para a segunda etapa, os autores realizaram estudos na Itália com o objetivo de buscar as referências construtivas existentes no período da emigração. Foi realizado um levantamento na Região do Vêneto, nas cidades de origem da grande maioria dos imigrantes que se fixaram em Curitiba. Este estudo possibilitou a análise comparativa entre a arquitetura produzida na Itália e a arquitetura do imigrante italiano em terras curitibanas, que foi realizado durante a terceira etapa.

O livro proporciona uma visão técnica sobre a produção arquitetônica destes imigrantes e possibilita ao leitor um passeio por uma Curitiba do passado, ainda com traços rurais e com uma população estrangeira em processo de assimilação. Os poucos remanescentes desta ocupação estão hoje presentes em alguns bairros da cidade. São em sua maioria velhos casarões de tijolos, construídos ao longo das antigas estradas rurais. E também igrejas com altas torres sineiras, destacadas do edifício sacro, construídas ao modo vêneto e seguindo a tradição ancestral.

 

LANÇAMENTO:

Data: 03 de abril de 2013

Local: CAIXA Cultural

Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280 –Curitiba (PR)

Hora: 20:00

EXPOSIÇÕES:

22 de março a 02 de abril de 2013

Farol do Saber Aparecido Quináglia

Rua Alcides Darcabchy, s/n – Santa Felicidade – Curitiba

Farol do Saber Machado de Assis

Rua Arthur Leining, 635 – Vista Alegre – Curitiba

02 a 09 de abril de 2013

Farol do Saber São Pedro e São Paulo

Rua Luiz Nichele, 99 – Umbará – Curitiba

Farol do Saber Dante Alighieri

Rua Zem Bertapelle, 55 – Santa Felicidade – Curitiba

09 a 16 de abril de 2013

Farol do Saber Aristides Vinholes

Rua 1° de Maio, 1206 – Xaxim – Curitiba

Farol do Saber Tom Jobim

Rua Curupatis, 1449 – Santa Quitéria – Curitiba

16 a 23 de abril de 2013

Farol do Saber Rocha Pombo

Rua Itacolomi, 700 – Portão – Curitiba

Farol das Cidades

Praça da Pedreira Paulo Leminski – Pilarzinho – Curitiba

Eram as telhas feitas nas coxas das escravas?

Você já deve ter ouvido a expressão “feito nas coxas”, usada para designar objetos ou trabalhos de má qualidade, feitos sem capricho ou simplesmente mal feitos.  Uma das explicações mais correntes sobre a origem desta expressão remete a fabricação de telhas no período colonial no Brasil. Supõe-se que as telhas seriam moldadas nas pernas dos escravos e escravas e que por este motivo assumiriam formas irregulares, sem padronização. Como as telhas não se encaixavam bem umas às outras, resultavam num telhado imperfeito.  Mas será mesmo que as telhas eram feitas nas coxas das escravas?

Com base em pesquisas e obras de restauração realizadas desde a década de 1970, o arquiteto e Superintendente do Iphan no Paraná, José La Pastina Filho, explica o processo de fabricação das telhas do tipo capa e canal e desmistifica a questão.

Leia o artigo: Eram_as_telhas_feitas_nas_coxas_1_[1]

Anatomia de madeiras históricas: um olhar biológico sobre o patrimônio cultural

livro_madeiraO livro Anatomia de madeiras históricas: um olhar biológico sobre o patrimônio cultural, de João Carlos Ferreira de Melo Júnior[1], já está disponível em nossa biblioteca.

Nesta publicação, o pesquisador apresenta a composição da madeira, sua organização e atividade biológica, indicando as relações que definem os comportamentos físicos e mecânicos de algumas espécies utilizadas na confecção de artesanato, mobiliário e estruturas arquitetônicas e outros objetos de valor histórico-cultural.

Conhecer a anatomia das madeiras é fundamental quando se pretende conservar, restaurar e preservar o patrimônio cultural, controlando de forma consciente o processo natural de biodeterioração do material. É importante compreender, por exemplo, como o material responde às variações de umidade e temperatura, bem como, às ações de outros agentes biológicos, como insetos e fungos.

Como nos lembra o autor, as cores, os cheiros e as formas das madeiras podem ser sentidos em diversos objetos: “em utensílios necessários às atividades cotidianas (gamelas, pilões, teares, implementos de caça e pesca), na construção naval (canoas, saveiros, jangadas, barcaças e navios), no fabrico de maquinários indispensáveis à produção agrícola (rodas d’água, carros de boi e engenhos de cana e de farinha), na produção de instrumentos musicais (arcos para instrumentos de corda, flautas, tambores, etc), nas figurações de várias crenças (esculturas, zoomorfos e estatuária sacra), na elaboração de mobiliário (armários, camas, vitrines, mesas, cadeiras e cômodas) e também como elementos construtivos utilizados na construção civil e na arquitetura de moradias (passarelas, pontes, choupanas, ocas, chalés, palafitas e casas).”

Portanto, muito além da simples identificação e classificação de espécies, os estudos botânicos e florestais trazem informações sobre nossa cultura material e contribuem para o entendimento das relações que o homem estabelece com o meio ambiente. Ajudam a completar o nexo entre o artefato e as técnicas construtivas, ou ainda, entre seus usos e práticas sociais, localização e comércio. Enfim, quem não conhece um lugar, uma rua, ou uma cidade, que leva o nome de uma árvore?


[1] Professor de Botânica do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade da Região de Joinville – Univille. Pesquisador do Laboratório de Anatomia Vegetal – Univille Pesquisador na área de Estudos Interdisciplinares de Patrimônio Cultural.

Esta obra encontra-se disponível para consulta local na Biblioteca do Iphan/PR.
O acervo da biblioteca encontra-se disponível através do endereço http://iphanpr.phlnet.com.br
Para mais informações sobre os acervos e o agendamento de consultas:
Telefone (41) 3264-7971, no horário das 9h às 12h e das 14h às 18h ou pelo e-mail biblioteca.10sr@iphan.gov.br.
A sede estadual do Iphan em Curitiba fica na rua José de Alencar, 1808, no bairro Juvevê.

Igrejas ucranianas: arquitetura da imigração no Paraná

Igrejas Ucranianas: Arquitetura da Imigração no Paraná

Igrejas Ucranianas: Arquitetura da Imigração no Paraná

Este livro, editado através da Lei Rouanet, relata em detalhes a epopéia dos imigrantes ucranianos (segunda etnia mais numerosa no Paraná) e a importância das capelas tanto para os imigrantes de religião ortodoxa, que eram minoria, como para os católicos. Mesmo espalhados e isolados nos campos, todos tinham nas capelas e cerimônias religiosas seu ponto de encontro. Assim, essas igrejas erguidas pelo interior do Paraná tornaram-se o núcleo de preservação da cultura ucraniana. Seus pioneiros se mantiveram fiéis às suas raízes enquanto se integravam na terra nova que os abrigou.

BATISTA, Fábio Domingos; IMAGUIRE, Marialba Rocha Gaspar; CORRÊA, Sandra Rafaela Magalhães. Igrejas ucranianas: arquitetura da imigração no Paraná.   Curitiba: Instituto Arquibrasil, 2009.   407p.

Esta obra encontra-se disponível para consulta local na Biblioteca do Iphan/PR.
O acervo da biblioteca encontra-se disponível através do endereço http://iphanpr.phlnet.com.br
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