II Festival Interestadual de Capoeira

IMG_2245Festival aconteceu nos dias 03 e 04 de outubro, em Cascavel, Paraná. As atividades foram realizadas no SESC/Cascavel e no Centro Cultural Gilberto Mayer, da Secretaria da Cultura de Cascavel.

Organizado pelo Grupo Capoeira Arte & Luta, presidido pelo Mestre Mestrinho, o evento contou com o apoio do Iphan-Paraná, com o objetivo de dar continuidade às ações de Salvaguarda da Capoeira no estado. Nesse encontro reuniram-se Mestres e Capoeiristas do Paraná e de outros estados.

No dia 03 de outubro de 2014, foi realizada a Reunião do Comitê Gestor das Ações de Salvaguarda da Capoeira no Estado do Paraná, que contou com a presença de integrantes do Comitê Gestor e demais interessados, como Mestre Walter (Paranaguá), Mestre Sarauê (Matinhos), Mestre Sirso (Cascavel), Mestre Valdomiro (Curitiba) e Mestre Meia-Noite (Curitiba).

???????????????????????????????Na programação estavam incluídas oficinas de Capoeira Angola com os Contra-Mestres Xandão e Xandinho, do grupo Angoleiros do Sertão, de Presidente Prudente e Rancharia, interior de São Paulo. Essas atividades foram realizadas no dia 04 de outubro, durante os turnos da manhã e da tarde.

À noite houve a Cerimônia de formatura de alunos de capoeira, no Centro Cultural Gilberto Mayer. Na comemoração, as crianças e adolescentes participantes fizeram apresentações cênicas e artísticas sobre a história e a cultura da capoeira, enaltecendo o reconhecimento da Capoeira como patrimônio cultural e como parte integrante da identidade brasileira.

Roda Capoeira - Reunião Comitê Gestor - Cascavel - 03.10.2014 - Foto Analice Trindade (2)O festival busca difundir a capoeira como Patrimônio Cultural Brasileiro em suas múltiplas dimensões expressivas, tais como dança, arte, luta, esporte, filosofia de vida, entre outras. A proposta visa ainda a sensibilização de crianças, jovens e adultos para a valorização da diversidade cultural e o respeito às diferenças.

 

 

 
Confira a galeria de fotos!
Fotos de Juliano Martins e Analice Trindade

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Mapeamento dos Clubes Sociais Negros do Paraná

Foto do Site da Fundação Palmares

Foto do Site da Fundação Palmares

A Superintendência do Iphan-PR iniciou o processo de mapeamento dos Clubes Sociais Negros do Paraná – CSN,  parte integrante do processo desse Registro como Patrimônio Imaterial do Brasil, por meio de convênio entre o Iphan e a Unesco, e envolve a SEPPIR/PR e a Fundação Palmares.

Um levantamento prévio indicou a existência de cinco Clubes Sociais Negros no Paraná: Sociedade Operária Beneficente Treze de Maio, de Curitiba, fundada em 1888; Clube Recreativo e Literário Treze de Maio, de Ponta Grossa, fundado em 1889; Clube Estrela da Manhã, de Tibagi, fundado em 1934; Clube Rio Branco, de Guarapuava, fundado em 1919; Associação Recreativa Operária de Londrina, fundado em 1930.

As primeiras visitas às sedes, realizadas pelo historiador do Iphan Juliano Doberstein e pela consultora da Unesco/Iphan Geslline Giovana Braga, aos clubes foram seguidas de entrevistas com os representantes e aconteceram entre os dias 24 e 26 de setembro nas cidades de Tibagi, Ponta Grossa e Guarapuava, respectivamente.

Comemoração do 5º aniversário do Clube Estrela da Manhã, 1955. Acervo do Museu Histórico Des. Edmundo Mercer Jr, Tibagi - PR

Comemoração do 5º aniversário do Clube Estrela da Manhã, 1955. Acervo do Museu Histórico Des. Edmundo Mercer Jr, Tibagi – PR

Em Tibagi, a Presidenta Maria Olímpia Taques foi entrevistada na sede do Clube Estrela. Esse clube social foi reativado em 2013 com novo estatuto, quadro de associados, brasão e diretoria; graças aos esforços da presidenta e da comunidade. De acordo com Neri de Assunção, historiador do Museu Histórico, o clube foi fundado por ex-escravos negros, em sua grande maioria garimpeiros, que tinham sua entrada proibida em outros lugares de recreação na cidade.

O Clube Recreativo e Literário de Ponta Grossa é o segundo mais antigo do Paraná, fundado em 1889. Atualmente a sede enfrenta problemas financeiros e é alugada para terceiros que realizem bailes da terceira idade no salão. A sede do Clube foi tombada por Lei Municipal como Patrimônio Material. Como relembra Vera Lúcia, representante do clube: “o ‘Treze’ é um lugar de resistência e afirmação para comunidade negra em Ponta Grossa.

 Clube Literário e Recreativo Treze de Maio, Ponta Grossa

Clube Literário e Recreativo Treze de Maio, Ponta Grossa

Na cidade de Guarapuava, o Clube Rio Branco tem registro dos seus documentos e fotografias preservados pelo Sr. Tuto, ex-presidente do clube e filho dos fundadores da Associação. Entre as suas memórias está a do Grêmio das Violetas, associação feminina das lavadeiras organizadas por sua avó. Essa agremião, que garantiu aporte financeiro para a fundação do Clube Rio Branco, justifica que o nome do clube está ligado à travessia do Atlântico e sua grande espuma branca. De acordo com  Carlos Eduardo Burkhard, Diretor de Assuntos Culturais, o clube está fechado há quase uma década, por problemas judicias que serão resolvidos em breve. Para a reabertura do Clube Rio Branco estão previstos projetos ligados à cultura e as artes afro-brasileiras.

Essa primeira parte do processo de mapeamento demonstrou que os três Clubes Sociais Negros enfrentam dificuldades para sua manutenção e tem em seus representantes um esteio de garantia de continuidade. Em Tibagi, Ponta Grossa e Guarapuava os Clubes Negros vêm resistindo à decadência do movimento clubista, às especulações imobiliárias e demais adversidades da contemporaneidade.  O Estado do Paraná, onde muitas vezes predominou a invisibilidade negra, os Clubes Sociais Negros são lugares de resistência, ancestralidade e memórias.

Juliano Doberstein, Sr. Tuto de Freitas e  Carlos Eduardo Burkhard,

Juliano Doberstein, Sr. Tuto de Freitas e Carlos Eduardo Burkhard,

Esse mapeamento faz parte dos instrumentos utilizados no processo do registro como patrimônio imaterial brasileiro. Nessa fase inicial, esse instrumento evidenciará a presença e contribuição cultural negra no Paraná. A superintendência do Iphan-PR que atua com a sociedade construindo políticas de identificação, reconhecimento, proteção e promoção do patrimônio cultural, visa garantir o direito à memória e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do país.

Serão mapeadas em outubro a Associação Recreativa Operária, de Londrina, e a Sociedade Operária Beneficente Treze de Maio, de Curitiba. No mês de novembro, os representantes dos CSN do Paraná se encontrarão em Curitiba para apreciação dos resultados do mapeamento e trocas de experiências. Em dezembro, os representantes dos clubes sociais irão representar o Paraná no 3º Encontro dos Clubes Sociais Negros do Brasil, em Porto Alegre – RS.

Livro sobre pêssankas contribui para a preservação e difusão da cultura ucraniana no Brasil

Obra contém 146 páginas que mostram em textos e fotografias dessa arte que chegou ao Brasil no fim do século XIX por meio da imigração ucraniana

Pêssanka, ovos escritos, expressão da cultura ucraniana no Brasil foi lançado dia 15 de novembro, na sede do Clube Ucraniano, no município de União da Vitória. O livro é resultado de projeto financiado pelo edital do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI), instituído pelo Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e execução do Folclore Ucraniano Kalena.  O lançamento da obra teve apoio da Academia de Cultura Precursora da Expressão – Acupre.

De acordo com o coordenador do livro, Vilson José Kotviski, os objetivos da publicação são resgatar, difundir, transmitir e preservar esta secular tradição ucraniana. “Durante o ano passado, a equipe do projeto visitou 20 colônias ucranianas no Paraná e Santa Catarina, buscando na memória dos imigrantes e descendentes os processos de feitura das pêssankas”, explicou. A iniciativa também realizou oficinas que ensinaram as técnicas da escrita nos ovos, com a participação de 380 alunos. O livro contém 146 páginas que mostram em textos e fotografias da arte que chegou ao Brasil no fim do século XIX por meio da imigração ucraniana.

Kotviski destacou que o projeto contou com o envolvimento de mais de 500 pessoas. “A obra traz a público as etapas de desenvolvimento e os resultados do projeto. Acreditamos que poderá contribuir para a valorização da cultura dos imigrantes ucranianos e seus descendentes, bem como fortalecer os laços comunitários, a continuidade da arte da pêssanka e o desdobramento de futuras pesquisas”.

A solenidade de lançamento do livro contou com a presença do historiador Juliano Martins Doberstein, do IPHAN do Paraná, do prefeito de União da Vitória, Pedro Ivo Ilkiv, do presidente da Representação Central Ucraniana-Brasileira, Vitório Sorotiuk, da cantora Ruslana, uma das vozes mais populares do cenário musical da Ucrânia, membros do Folclore Ucraniano Kalena, da equipe do projeto do livro, moradores e do folclore infantil do grupo Kalena, que fez apresentações de dança no evento.

Para Juliano Doberstein, o universo descrito no livro possibilita o registro das tradições ucranianas para as futuras gerações e o seu fortalecimento. Vitório Sorotiuk lembrou que a obra é uma forma de preservar a cultura da Ucrânia no Brasil. Disse que, a partir desta iniciativa e de outras que já existem, visando à preservação da cultura ucraniana, solicitará que as pêssankas, a exemplo da capoeira e do samba, sejam reconhecidas como patrimônio cultural brasileiro. O prefeito Pedro Ilkiv afirmou que a publicação será uma referência da cultura ucraniana no Paraná  e um incentivo para os jovens preservá-la.

FICHA TÉCNICA

Pêssanka – ovos escritos, expressão da cultura ucraniana no Brasil

Coordenação geral dos textos – Vilson José Kotviski

Fotografias – João Marcos Hunhevicz e Lucio Kurten dos Passos

Capa e produção gráfica – Luciane Mormello Gohl e Fernando Cesar Gohl

Acompanhamento técnico e revisão de textos – Janaína dos Santos Moscal, Juliano Martins Doberstein e Lia Mity Ono

Impressão – Gráfica Editora Kaygangue Ltda

146 páginas

ISBN 978-86-89625-32-6

Novo Conceito – Assessoria em Comunicação
Jornalista responsável e fotos
Maria Isabel Maranhão Ritzmann – MTB 5838

Texto: Ana Maria Ferrari

23° Festival de Inverno da UFPR em Antonina

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O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional realizará a oficina

Patrimônio Cultural – Cores de Antonina

no 23° Festival de Inverno da UFPR, organizado pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal do Paraná,  entre os dias 13 e 20 de julho na cidade de Antonina.

A oficina compreende uma série de encontros com os técnicos do Iphan – dos setores de Arquitetura, Arqueologia, Patrimônio Imaterial e Educação Patrimonial – para compartilhar conceitos e visões que orientam a política nacional de preservação do patrimônio cultural brasileiro e os desafios enfrentados na prática institucional.

Parte da oficina se concentra no debate sobre o tombamento do conjunto urbano de Antonina, parâmetros para a conservação de imóveis em áreas tombadas e requalificação urbana.

Será uma grande oportunidade de encontrarmos com os moradores da cidade, estudantes e cidadãos interessados na preservação e difusão do nosso patrimônio cultural.

Nos vemos lá!

Oficina Patrimônio Cultural – Cores de Antonina

inscrições de 01 a 09 de julho

acesse: 23° Festival de Inverno da UFPR

Programação

Dia 15/07

  • Apresentação da oficina
  • O que é Patrimônio Cultural?
  • Trajetória de atuação do Iphan no Paraná

 Dia 16/07

  • Porque Antonina foi tombada como patrimônio cultural nacional?
  • Posso intervir em um prédio histórico? Como?
  • Atividade prática: Jogo do Patrimônio

 Dia 17/07

  • Um olhar sobre Antonina: saída a campo
  • Apresentação de fotos antigas de Antonina (trazidas por moradores)
  • Atividade prática:  Cores de Antonina (experimentação de cores e combinações para as fachadas dos imóveis históricos).

Dia 18/07

  • O que é Arqueologia? Perspectivas sobre a Arqueologia no Paraná
  • Como o Iphan atua para a preservação do patrimônio arqueológico?
  • Atividade prática com argila

 Dia 19/07

  • Patrimônio Imaterial: instrumentos e perspectivas atuais para a salvaguarda de bens de natureza imaterial (festas, celebrações, formas de expressão, saberes e ofícios, lugares).
  • Apresentação dos INRC’s (Inventário Nacional de Referências Culturais) desenvolvidos pelo Iphan no Paraná.
  • Montagem de painel com os trabalhos desenvolvidos pelo grupo durante a oficina.

Informações complementares:

  • Público Adulto
  • 20 vagas
  • Horários: de segunda a sexta, das 13h30 às 17h30.

Convocatória PRODOC – Patrimônio Imaterial

UNESCOIphan-PR abre processo seletivo para contratar 1 (um) consultor que atue nas áreas das Ciências Sociais, Antropologia, História, Geografia, Museologia ou Educação.

Os interessados devem encaminhar currículo até o dia 12 de maio de 2013 para selecao.prodoc.dpi@gmail.com, indicando o nº do edital (Edital n° 06/2013)  e perfil da vaga (Perfil: 001/2013 – IMATERIAL/PR).

Leia o  edital 06.2013

Você também pode ter acesso a outras convocatórias através do site da UNESCO.

Mesa Redonda: História, Memória e Imagem

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O evento integra a exposição “Anos 50 – Identidades”, aberta ao público na Casa  Romário Martins, no Largo da Ordem.

Por meio de fotografias, vídeos e objetos, esta exposição apresenta um período de intenso crescimento da cidade de Curitiba, levado a cabo por um projeto político “modernizante”. Os primeiros arranha-céus, o Palácio Iguaçu e o Centro Cívico são exemplos dessa expansão urbana.

O governo da época também tentou propagar a ideia de um Paraná mais europeu, de população loira e branca, que não correspondia à realidade. Dessa forma, buscavam apagar os traços constitutivos de nossas identidades.

Um dos objetivos da exposição é, portanto, mostrar como o processo de miscigenação de vários povos (indígenas, afrodescendentes, japoneses, ucranianos, entre outros) marcava as fisionomias, emoldurando a diversidade cultural dos paranaenses.

Mesa Redonda: História, Memória e Imagem

Dia 13/05 às 19h00 no Memorial de Curitiba.

 

Serviço:

Exposição “Anos 50 – Identidades”

Concepção: Magnus Roberto de Mello Pereira

Curadoria: Ana Lúcia Rocha Barbalho da Cruz

Design: Lai Bottmann Pereira

 

Local: Casa Romário Martins (no Largo da Ordem)

Horários: terça a sexta, 9h às 12h e 13h às 18h.

sábados, domingos e feriados: 9h às 14h

Entrada Gratuita