Salvaguarda da Capoeira – Iê Viva Meu Mestre

A Superintendência do Iphan no Paraná convida a todos para o evento “Iê Viva Meu Mestre”, que ocorrerá no Centro de Estudos da Cultura Afro-Brasileira – CECAB, em São José dos Pinhais nos dias 31 de outubro, 1º e 2 de novembro de 2014.

Esse evento irá homenagear o Mestre de Capoeira Ananias, 90 anos.

Nele, ocorrerão oficinas de capoeira recreativa, de Capoeira Angola, de Samba de Roda e de Samba Duro e de fabricação de instrumentos e rodas de capoeira.
Também acontecem atividades como palestra, Mesa Redonda e reunião do Comitê Gestor da salvaguarda da capoeira no Paraná.

Participe desse Evento!

Veja abaixo o cartaz e a programação completa.

IE VIVA MEU MESTRE FINAL (1)

Programação Completa – Iê Viva Meu Mestre

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Chamamento público para o uso compartilhado da Fortaleza da Ilha do Mel

IMG_9037A superintendência do IPHAN -PR torna público aos interessados que se encontra aberto o EDITAL DE CHAMAMENTO PÚBLICO nº 001/ 2014.

O objeto desse edital é selecionar uma proposta técnica de uso provisório e compartilhado desse bem público, visando otimizar os fins culturais, científicos e educacionais da área dos bens imóveis que compõem o conjunto denominado Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres, localizado na Ilha do Mel – Paranaguá – PR.

Poderão participar instituições de ensino superior, públicas ou privadas, reconhecidas pelo Ministério da Educação MEC.

A abertura dos envelopes ocorrerá dia 11 de novembro às 14:00 horas.IMG_9077

O edital e os anexos poderão ser adquiridos na sede da Superintendência do IPHAN – PR, mediante apresentação de CD ou “pen drive” para a gravação dos dados ou poderão ser solicitados pelo endereço eletrônico.

Os endereços são:
sede: Rua José de Alencar, nº 1808, Bairro Juvevê, Curitiba – PR
E-mail: licitação.pr@iphan.gov.br

Em caso de dúvidas, entre em contato pelo telefone (41)3264-7971

Abaixo veja a beleza da Fortaleza da Ilha do Mel!

Fotos de Elizete Cogo

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Preservação de Sítio Arqueológico em Guaíra

Dona Shista Maranguta, 94 anos.

Dona Shista Maranguta, 94 anos.

Entre os dias 6 e 10 deste mês uma equipe especializada da Superintendência do Iphan-PR esteve no município de Guaíra com o objetivo de auxiliar a Polícia Federal na localização e identificação de sítio arqueológico localizado às  margens do Rio Paraná. A vistoria foi realizada em razão de denúncia de possível destruição desse patrimônio.

Professor Alaudio Velasquez - turno da manhã

Professor Alaudio Velasquez – turno da manhã

Convidado pelo DPF/PR, o Iphan disponibilizou uma equipe técnica com o objetivo de subsidiar a investigação. Estiveram envolvidos nessa ação conjunta Daniela Gadotti Sophiati, arqueóloga do Iphan/PR, Geslline Giovana Braga, antropóloga do Iphan/PR, Almir Pontes, representante da Secretaria de Cultura do Estado do Paraná e representantes da Polícia Federal, estes com o encargo de obter provas da denúncia recebida.

Chegando ao local as equipes observaram certa preocupação na região. Esse desconforto foi causado tanto pela denúncia e destruição de parte do sítio arqueológico protegido pelo Estado, pelo desconhecimento da comunidade local quanto às peculiaridades da cultura indígena, como pelo compromisso de proteção constitucional do patrimônio Nacional.

Atendimento médico

Atendimento médico

O local é formado por aldeamento onde vivem 68 famílias Avá-Guarani. Essa população sobrevive basicamente da plantação de mandioca, abóbora e batata-doce e da criação de alguns animais domésticos, que é complementada por cestas básica. Na aldeia não há água potável, obrigando o grupo a coletar água nos riachos, contaminados por produtos agrotóxicos, função essa por vezes desempenhada por crianças. Em sua estrutura, a aldeia é constituída basicamente por moradias, pela Casa de Reza, local de rito diário e por uma escola bilíngue; também recebem visitas semanais de uma equipe médica e há uma agente de saúde que mora no local.

Vista da Tehoka Jevy às margens do Rio Paraná

Vista da Tehoka Jevy às margens do Rio Paraná

A Princípio a equipe do Iphan passou a delimitar a área e a interagir com os grupos envolvidos com o objetivo de aproximar e orientar os trabalhos para obter um resultado mais eficaz. Foi identificado o sítio arqueológico e nele constatada a presença de diferentes vestígios, principalmente cerâmicos, que puderam ser visualizados em uma vasta área, inclusive na superfície. O sítio arqueológico foi inicialmente delimitado por meio de prospecções sistemáticas e após foram realizadas vistorias no subsolo para identificação de camadas arqueológicas preservadas. Nesse momento, guiados pelo cacique da Anatálio Ortiz, a equipe identificou um ‘perfil’ de solo exposto por atividade de retroescavadeira, e nele se visualizava claramente as camadas de terra depositadas ao longo dos anos. Nesse ‘perfil’ de terra exposta havia uma parcela do sítio ainda preservada, mesmo após os impactos realizados. Nela, os extratos se apresentavam em camadas com evidências arqueológicas de cerâmicas em contexto, permitindo a equipe técnica compreender a formação do sítio arqueológico.

Plantação de mandioca

Plantação de mandioca

Nesse local foi realizada a coleta de algumas amostras dos objetos utilizados pelos antigos povos indígenas, para posterior análise em laboratório e possível datação. Além dos procedimentos de pesquisa arqueológica, a área foi escaneada pela equipe de peritos da Polícia Federal, com auxílio de equipamento GPR (Ground Penetrating Radar), identificando evidências de vestígios arqueológicos no subsolo e confirmando a denúncia de destruição parcial realizada.

No resultado dos trabalhos ficou evidenciado que partes do sítio arqueológico foram impactadas, mas também foi possível levantar novas informações a respeito da ocupação humana na região em período anterior à chegada dos colonizadores e também do momento de contato entre estes e as sociedades indígenas.

Casa Reza

Casa Reza

Em função do que a equipe evidenciou, o Iphan programa fazer uma exposição fotográfica local com objetivo educativo, visando o fortalecimento da identidade da comunidade indígena e a valorização do patrimônio Nacional, e programa propor medidas de conservação e gestão compartilhada do patrimônio arqueológico presente no local.

Confira o slide de fotos!

Fotos de Geslline Braga e Daniela Sophiati

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II Festival Interestadual de Capoeira

IMG_2245Festival aconteceu nos dias 03 e 04 de outubro, em Cascavel, Paraná. As atividades foram realizadas no SESC/Cascavel e no Centro Cultural Gilberto Mayer, da Secretaria da Cultura de Cascavel.

Organizado pelo Grupo Capoeira Arte & Luta, presidido pelo Mestre Mestrinho, o evento contou com o apoio do Iphan-Paraná, com o objetivo de dar continuidade às ações de Salvaguarda da Capoeira no estado. Nesse encontro reuniram-se Mestres e Capoeiristas do Paraná e de outros estados.

No dia 03 de outubro de 2014, foi realizada a Reunião do Comitê Gestor das Ações de Salvaguarda da Capoeira no Estado do Paraná, que contou com a presença de integrantes do Comitê Gestor e demais interessados, como Mestre Walter (Paranaguá), Mestre Sarauê (Matinhos), Mestre Sirso (Cascavel), Mestre Valdomiro (Curitiba) e Mestre Meia-Noite (Curitiba).

???????????????????????????????Na programação estavam incluídas oficinas de Capoeira Angola com os Contra-Mestres Xandão e Xandinho, do grupo Angoleiros do Sertão, de Presidente Prudente e Rancharia, interior de São Paulo. Essas atividades foram realizadas no dia 04 de outubro, durante os turnos da manhã e da tarde.

À noite houve a Cerimônia de formatura de alunos de capoeira, no Centro Cultural Gilberto Mayer. Na comemoração, as crianças e adolescentes participantes fizeram apresentações cênicas e artísticas sobre a história e a cultura da capoeira, enaltecendo o reconhecimento da Capoeira como patrimônio cultural e como parte integrante da identidade brasileira.

Roda Capoeira - Reunião Comitê Gestor - Cascavel - 03.10.2014 - Foto Analice Trindade (2)O festival busca difundir a capoeira como Patrimônio Cultural Brasileiro em suas múltiplas dimensões expressivas, tais como dança, arte, luta, esporte, filosofia de vida, entre outras. A proposta visa ainda a sensibilização de crianças, jovens e adultos para a valorização da diversidade cultural e o respeito às diferenças.

 

 

 
Confira a galeria de fotos!
Fotos de Juliano Martins e Analice Trindade

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Mapeamento dos Clubes Sociais Negros do Paraná

Foto do Site da Fundação Palmares

Foto do Site da Fundação Palmares

A Superintendência do Iphan-PR iniciou o processo de mapeamento dos Clubes Sociais Negros do Paraná – CSN,  parte integrante do processo desse Registro como Patrimônio Imaterial do Brasil, por meio de convênio entre o Iphan e a Unesco, e envolve a SEPPIR/PR e a Fundação Palmares.

Um levantamento prévio indicou a existência de cinco Clubes Sociais Negros no Paraná: Sociedade Operária Beneficente Treze de Maio, de Curitiba, fundada em 1888; Clube Recreativo e Literário Treze de Maio, de Ponta Grossa, fundado em 1889; Clube Estrela da Manhã, de Tibagi, fundado em 1934; Clube Rio Branco, de Guarapuava, fundado em 1919; Associação Recreativa Operária de Londrina, fundado em 1930.

As primeiras visitas às sedes, realizadas pelo historiador do Iphan Juliano Doberstein e pela consultora da Unesco/Iphan Geslline Giovana Braga, aos clubes foram seguidas de entrevistas com os representantes e aconteceram entre os dias 24 e 26 de setembro nas cidades de Tibagi, Ponta Grossa e Guarapuava, respectivamente.

Comemoração do 5º aniversário do Clube Estrela da Manhã, 1955. Acervo do Museu Histórico Des. Edmundo Mercer Jr, Tibagi - PR

Comemoração do 5º aniversário do Clube Estrela da Manhã, 1955. Acervo do Museu Histórico Des. Edmundo Mercer Jr, Tibagi – PR

Em Tibagi, a Presidenta Maria Olímpia Taques foi entrevistada na sede do Clube Estrela. Esse clube social foi reativado em 2013 com novo estatuto, quadro de associados, brasão e diretoria; graças aos esforços da presidenta e da comunidade. De acordo com Neri de Assunção, historiador do Museu Histórico, o clube foi fundado por ex-escravos negros, em sua grande maioria garimpeiros, que tinham sua entrada proibida em outros lugares de recreação na cidade.

O Clube Recreativo e Literário de Ponta Grossa é o segundo mais antigo do Paraná, fundado em 1889. Atualmente a sede enfrenta problemas financeiros e é alugada para terceiros que realizem bailes da terceira idade no salão. A sede do Clube foi tombada por Lei Municipal como Patrimônio Material. Como relembra Vera Lúcia, representante do clube: “o ‘Treze’ é um lugar de resistência e afirmação para comunidade negra em Ponta Grossa.

 Clube Literário e Recreativo Treze de Maio, Ponta Grossa

Clube Literário e Recreativo Treze de Maio, Ponta Grossa

Na cidade de Guarapuava, o Clube Rio Branco tem registro dos seus documentos e fotografias preservados pelo Sr. Tuto, ex-presidente do clube e filho dos fundadores da Associação. Entre as suas memórias está a do Grêmio das Violetas, associação feminina das lavadeiras organizadas por sua avó. Essa agremião, que garantiu aporte financeiro para a fundação do Clube Rio Branco, justifica que o nome do clube está ligado à travessia do Atlântico e sua grande espuma branca. De acordo com  Carlos Eduardo Burkhard, Diretor de Assuntos Culturais, o clube está fechado há quase uma década, por problemas judicias que serão resolvidos em breve. Para a reabertura do Clube Rio Branco estão previstos projetos ligados à cultura e as artes afro-brasileiras.

Essa primeira parte do processo de mapeamento demonstrou que os três Clubes Sociais Negros enfrentam dificuldades para sua manutenção e tem em seus representantes um esteio de garantia de continuidade. Em Tibagi, Ponta Grossa e Guarapuava os Clubes Negros vêm resistindo à decadência do movimento clubista, às especulações imobiliárias e demais adversidades da contemporaneidade.  O Estado do Paraná, onde muitas vezes predominou a invisibilidade negra, os Clubes Sociais Negros são lugares de resistência, ancestralidade e memórias.

Juliano Doberstein, Sr. Tuto de Freitas e  Carlos Eduardo Burkhard,

Juliano Doberstein, Sr. Tuto de Freitas e Carlos Eduardo Burkhard,

Esse mapeamento faz parte dos instrumentos utilizados no processo do registro como patrimônio imaterial brasileiro. Nessa fase inicial, esse instrumento evidenciará a presença e contribuição cultural negra no Paraná. A superintendência do Iphan-PR que atua com a sociedade construindo políticas de identificação, reconhecimento, proteção e promoção do patrimônio cultural, visa garantir o direito à memória e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do país.

Serão mapeadas em outubro a Associação Recreativa Operária, de Londrina, e a Sociedade Operária Beneficente Treze de Maio, de Curitiba. No mês de novembro, os representantes dos CSN do Paraná se encontrarão em Curitiba para apreciação dos resultados do mapeamento e trocas de experiências. Em dezembro, os representantes dos clubes sociais irão representar o Paraná no 3º Encontro dos Clubes Sociais Negros do Brasil, em Porto Alegre – RS.

Programa Primeiro Museu lança etapa nacional

rondon%20(2)O Programa Primeiro Museu é uma iniciativa de sucesso no Paraná. Idealizado pelo Instituto Cultural Ingá e pelo Museu da Família de Maringá, o programa atendeu cerca de 20 municípios com interesse em preservar e conservar a história local através da criação de museus comunitários; ultrapassando a expectativa inicial.

Agora, “com os frutos colhidos em terras paranaenses”, o Programa vai expandir sua área de atuação. Com o objetivo de criar projetos museológicos em 60 municípios brasileiros até o próximo ano, foram abertas as inscrições pelo site http://www.primeiromuseu.org.br, até o dia 15 de dezembro.

Podem participar entidades políticas e comunitárias, entidades filantrópicas, instituições de ensino, clubes esportivos, igrejas, cooperativas e outras instituições que comprovem vínculo com a comunidade a ser beneficiada.

Em dados do Ministério da Cultura, 77% das cidades do Brasil não contam com museus ou casas de memória. Este programa, inspirado no Plano Nacional Setorial de Museus, do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), objetiva a criação de instituições em todos os municípios brasileiros até 2020.

Segundo Edson Pereira, diretor do Museu da Família e vice-presidente do Instituto Cultural Ingá: “O projeto vem para suprir a vontade das pessoas de se sentirem parte da história e que isso perpetue para as próximas gerações”.

O sucesso desse programa na primeira etapa comprova que a iniciativa atende a uma demanda social existente e sua expansão abrirá oportunidades para os novos municípios que aderirem.