Patrimônio Cultural de Povos e Comunidades de Matriz Africana será premiado pelo IPHAN

Estão abertas as inscrições para a primeira edição do Prêmio Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), destinado a iniciativas para o Patrimônio de Comunidades Tradicionais de Matriz Africana. O edital está disponível no site do IPHAN (clique aqui).

O Prêmio Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana – 2014 tem como objeto o reconhecimento às ações de preservação, valorização e documentação do Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, já realizadas, e que em razão da sua originalidade, excepcionalidade ou caráter exemplar, mereçam divulgação e reconhecimento público. A seleção ocorrerá em duas etapas. A primeira, de habilitação, será conduzida por uma Comissão Técnica composta por técnicos do IPHAN. A segunda fase, de avaliação, será conduzida por uma Comissão de Seleção, composta por técnicos do IPHAN, representante da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR/PR) e representantes da sociedade civil.

No ato da inscrição, os participantes deverão escolher entre duas categorias e linhas de ação específicas em cada uma delas. Na Categoria 1 serão oferecidos dez prêmios de R$ 40 mil para ações realizadas de preservação do Patrimônio Cultural Tombado pelo IPHAN ou em Processo de Tombamento pelo IPHAN, que tenham sido desenvolvidas pelas associações representativas dos povos e comunidades tradicionais de matriz africana. Outros 25 prêmios de R$ 25 mil serão destinados à Categoria 2, premiando ações de preservação do Patrimônio Cultural que tenham sido desenvolvidas pelas associações representativas dos povos e comunidades tradicionais de matriz africana sediados em qualquer parte do território nacional.

 

fonte: DPI – ASCOM IPHAN  

Continuam abertas inscrições para a maior premiação do Patrimônio Cultural Brasileiro

Projetos que valorizam, divulgam e preservam o Patrimônio Cultural no país podem concorrer a prêmio de R$ 25 mil. 

Cartaz_menor

Até o dia 30 de abril as Superintendências do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em todo o país receberão as inscrições de projetos para concorrer à 27ª Edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, em reconhecimento às ações de preservação do patrimônio cultural brasileiro, que este ano homenageia a arquiteta Lina Bo Bardi.

Desde sua criação, o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade vem destacando a diversidade e a riqueza do Patrimônio Cultural Brasileiro, seja nas mais antigas manifestações culturais, nas antigas e modernas curvas da arquitetura nacional, ou em grandiosas paisagens arqueológicas e naturais. Junto a todas elas, muito além da atuação do poder público, está o olhar zeloso de inúmeros parceiros – sejam empresas, sejam comunidades, sejam organizações da sociedade civil – que se mobilizam para a preservação da cultura local.

Nesta edição serão selecionados seis trabalhos divididos em duas grandes categorias. A primeira está voltada a Iniciativas de excelência em técnicas de preservação e salvaguarda do Patrimônio Cultural. A segunda tem como foco a promoção e gestão compartilhada do Patrimônio e visa valorizar e promover iniciativas de referência que demonstrem o compromisso e a responsabilidade compartilhada para com a preservação do patrimônio cultural brasileiro, envolvendo todos os campos da preservação e oriundas do setor público, do setor privado e das comunidades.

O edital do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade está disponível  no site do IPHAN (clique aqui) e as dúvidas podem ser esclarecidas junto ao Departamento de Articulação e Fomento (DAF/IPHAN) pelos telefones (61) 2024-5462, 2024-5463 e fax (61) 2024-5499, ou pelo e-mail premio.prmfa@iphan.gov.br.

 

Lina Bo Bardi

A homenageada da 27ª edição é a responsável por inovações estéticas importantes na arquitetura nacional. Achillina Bo, ou como é mais conhecida, Lina Bo Bardi, projetou importantes espaços culturais do país, como a sede do Museu de Arte de São Paulo (MASP), o Teatro Oficina de São Paulo; o Museu de Arte Moderna da Bahia; e a Casa de Cultura, em Recife. Sua própria residência, conhecida como Casa de Vidro, foi considerada patrimônio Cultural pelo IPHAN em 2007.

Lina Bo Bardi, nasceu em 05 de dezembro de 1914 em Roma, sendo filha de família genovesa. Junto a seu marido, Pietro Maria Bardi, veio ao Brasil em 1946 onde conheceu Lucio Costa, Oscar Niemeyer, Athos Bulcão, Burle Marx, Cândido Portinari, o escultor Landucci e outros, encantando-se pelo país. Naturalizou-se brasileira em 1951, declarando que “Quando a gente nasce, não escolhe nada, nasce por acaso. Eu não nasci aqui, escolhi esse lugar para viver. Por isso, o Brasil é meu país duas vezes, é minha Pátria de Escolha, e eu me sinto cidadã de todas as cidades”Além da importante contribuição na arquitetura, também estava envolvida com outras artes, a exemplo da pintura, cinema e artes plásticas, designer de móveis, objetos e joias. Lina Bo Bardi faleceu em 1992 em sua Casa de Vidro.   

Rodrigo Melo Franco de Andrade

O advogado, jornalista e escritor Rodrigo Melo Franco de Andrade nasceu em 17 de agosto de 1898 em Belo Horizonte. Foi redator-chefe e diretor da Revista do Brasil. Iniciou a vida política como chefe de gabinete de Francisco Campos, atuando na equipe que integrou o Ministério da Educação e Saúde do governo Getúlio Vargas. Entre 1934 e 1945, período em que Gustavo Capanema era ministro da Educação, Rodrigo Melo Franco de Andrade integrou o grupo formado por intelectuais e artistas herdeiros dos ideais da Semana de 1922, quando se tornou o maior responsável pela consolidação jurídica do tema Patrimônio Cultural no Brasil. Em 1937 fundou o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, atual IPHAN, que presidiu até 1967.

 

Mais informações para imprensa: 
Assessoria de Comunicação IPHAN

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Salvaguarda do Fandango

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A primeira reunião de articulação entre o Iphan e os fandangueiros aconteceu no dia 22 de março, na Casa do Patrimônio Vale do Ribeira, em Iguape (SP). O historiador Juliano Martins Dobertein, do Iphan-PR foi um dos presentes no encontro. O Fandango Caiçara foi registrado como Patrimônio Cultural Brasileiro em novembro de 2012, reunindo um vasto repertório de saberes e fazeres que formam o mosaico das expressões fandangueiras, desenhado em diferentes territórios e territorialidades do litoral norte do Paraná ao litoral sul de São Paulo.

O Fandango Caiçara compõe um universo cultural complexo, articula relações de parentesco, compadrio, trabalho e amizade. É na estrutura poético-musical de seus versos, na sonoridade de seus instrumentos, movimentos e gestualidades específicas de suas danças que o fandango “bate o pé” e permanece entre as variadas práticas caiçaras.

Entrecortando relações marcadas por essa identidade, o fandango, em suas afinações, acordes e timbres forma um universo musical específico, transitando pela fé, festa e trabalho. Neste contexto, os bons bailes de fandango, marcados pela fartura de comida e bebida, eram o “pagamento” oferecido pelos donos das casas beneficiadas pelo dia de trabalho realizado pela comunidade. A sala com chão de madeira era a única exigência para a realização dos bailes, que além de uma função produtiva, facilitava e estreitava os laços sociais entre os vizinhos, permitindo a troca de informações e, muitas vezes, promovendo namoros e casamentos.

Sob a melodia de violas e rabecas a memória caiçara se atualiza e continua entre a juventude que se faz presente. Quando acontece o fandango é momento de troca e diálogos intergeracionais, afirma-se aí a dinâmica que envolve as manifestações culturais populares.

 

Presentes ao evento

Paulo Moura Peters (Iphan-DF)

Zé Muniz, Leandro Diéguiz Gonçalves e Eduardo Shotten (Guaraqueçaba-PR)

Nemésio Costa do Grupo Pés de Ouro (Paranaguá-PR)

Beto Bertagna e Rosiane Nunes (Iphan-SP)

José Fermino Marques da Rede Cananéia

Patrícia Martins (IFPR e da Associação Mandicuera de Paranaguá-PR)

Joana Ramalho Correa da Associação Cultural Caburé (Rio de Janeiro)

Dauro Marcos de Padro da Associação de Jovens da Juréia (Iguape-SP)

Natália Brayner do Departamento do Patrimônio Imaterial (DPI do Iphan-DF)

Fernando Oliveira Silva do Ponto de Cultura Caiçaras (Cananéia-SP)

Josimar Rio Branco do Partamento de Cultura de Iguape-SP

Myrian Teresa Sginori do Patrimônio do Vale do Ribeira

Julia Basso Driessen da Fuá Produções (Curitiba)

Lúcia Souza (Iguape-SP)

 

Fonte: http://patrimoniovaledoribeira.org

Contratação de Consultor na área de Patrimônio Imaterial no Paraná

Unesco seleciona profissionais para atuarem em Projeto

EDITAL Nº 2, DE 26 DE ABRIL DE 2013

A Organização das Nações Unidas para d Educação, a Ciência e a Cultura – Representação no Brasil – Unesco publicou quatro perfis com o objetivo de contratar profissionais das áreas de Antropologia, Ciências Sociais, História, Geografia, Museologia ou Educação. Os aprovados vão atuar junto ao Projeto 914BRZ4012 Região Norte.

Será vedada a contratação, a qualquer título, de servidores ativos da Administração Pública Federal, Estadual, do Distrito Federal ou Municipal, direta ou indireta, bem como empregados de suas subsidiárias ou controladas, no âmbito dos projetos de cooperação técnica internacional.

Os interessados devem enviar o currículo até o dia 12 de maio de 2013, para o e-mail selecao.prodoc.dpi@gmail.com.

Mas informações sobre a seleção podem ser obtidas no site da Unesco ou na página do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN.

 

fonte: www.in.gov.br