Anatomia de madeiras históricas: um olhar biológico sobre o patrimônio cultural

livro_madeiraO livro Anatomia de madeiras históricas: um olhar biológico sobre o patrimônio cultural, de João Carlos Ferreira de Melo Júnior[1], já está disponível em nossa biblioteca.

Nesta publicação, o pesquisador apresenta a composição da madeira, sua organização e atividade biológica, indicando as relações que definem os comportamentos físicos e mecânicos de algumas espécies utilizadas na confecção de artesanato, mobiliário e estruturas arquitetônicas e outros objetos de valor histórico-cultural.

Conhecer a anatomia das madeiras é fundamental quando se pretende conservar, restaurar e preservar o patrimônio cultural, controlando de forma consciente o processo natural de biodeterioração do material. É importante compreender, por exemplo, como o material responde às variações de umidade e temperatura, bem como, às ações de outros agentes biológicos, como insetos e fungos.

Como nos lembra o autor, as cores, os cheiros e as formas das madeiras podem ser sentidos em diversos objetos: “em utensílios necessários às atividades cotidianas (gamelas, pilões, teares, implementos de caça e pesca), na construção naval (canoas, saveiros, jangadas, barcaças e navios), no fabrico de maquinários indispensáveis à produção agrícola (rodas d’água, carros de boi e engenhos de cana e de farinha), na produção de instrumentos musicais (arcos para instrumentos de corda, flautas, tambores, etc), nas figurações de várias crenças (esculturas, zoomorfos e estatuária sacra), na elaboração de mobiliário (armários, camas, vitrines, mesas, cadeiras e cômodas) e também como elementos construtivos utilizados na construção civil e na arquitetura de moradias (passarelas, pontes, choupanas, ocas, chalés, palafitas e casas).”

Portanto, muito além da simples identificação e classificação de espécies, os estudos botânicos e florestais trazem informações sobre nossa cultura material e contribuem para o entendimento das relações que o homem estabelece com o meio ambiente. Ajudam a completar o nexo entre o artefato e as técnicas construtivas, ou ainda, entre seus usos e práticas sociais, localização e comércio. Enfim, quem não conhece um lugar, uma rua, ou uma cidade, que leva o nome de uma árvore?


[1] Professor de Botânica do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade da Região de Joinville – Univille. Pesquisador do Laboratório de Anatomia Vegetal – Univille Pesquisador na área de Estudos Interdisciplinares de Patrimônio Cultural.

Esta obra encontra-se disponível para consulta local na Biblioteca do Iphan/PR.
O acervo da biblioteca encontra-se disponível através do endereço http://iphanpr.phlnet.com.br
Para mais informações sobre os acervos e o agendamento de consultas:
Telefone (41) 3264-7971, no horário das 9h às 12h e das 14h às 18h ou pelo e-mail biblioteca.10sr@iphan.gov.br.
A sede estadual do Iphan em Curitiba fica na rua José de Alencar, 1808, no bairro Juvevê.
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Sobre Iphan/PR

Há mais de 60 anos, o Iphan vem realizando um trabalho permanente de identificação, documentação, proteção e promoção do patrimônio cultural brasileiro. A 10ª Coordenação Regional, atual Superintendência Estadual do Iphan em Curitiba, surgiu a partir da evolução do Escritório Técnico do Paraná, criado em 1984 e subordinado até 1990 à 9ª CR.

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