Materiais didáticos sobre patrimônio histórico

Confeccionados com o apoio do Promic, cartilhas, quebra-cabeças e jogos de tabuleiros estão à disposição das escolas municipais de Londrina

A Prefeitura de Londrina recebeu três produtos didáticos para serem utilizados em escolas municipais de Londrina, viabilizados pela Secretaria de Cultura, através da Diretoria de Patrimônio Artístico, Histórico e Cultural. Foram disponibilizados 1000 exemplares da cartilha de “Educação Patrimonial: Propostas de Prática para a Educação Formal” de autoria de Ana Cláudia Cerini Trevisani e Leandro Henrique Magalhães. Cada escola municipal receberá oito cartilhas. A iniciativa tem apoio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), Centro Universitário Filadélfia (Unifil) e Instituto de Desenvolvimento Social, Pesquisa e Ensino (Indespe).

Mais 20 exemplares de quebra-cabeças com os temas sobre escolas históricas, diversidade religiosa, centro histórico e a Rua Sergipe poderão ser trabalhados pelos educadores. Também estará a disposição 30 exemplares do jogo de tabuleiro “Roteiro da Diversidade Religiosa”. As escolas interessadas deverão solicitar empréstimo destes dois produtos no protocolo da Secretaria de Educação, localizado na Alameda Júlio de Mesquita Filho, 35, região central de Londrina.

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De acordo com a diretora de Patrimônio Histórico-Cultural da Secretaria Municipal Cultura, Vanda de Moraes, esse trabalho é fundamental para a preservação e disseminação da história de Londrina. “Os produtos vêm se aperfeiçoando a cada ano para que o tema patrimônio se torne mais compreensível. Sobretudo para que  os professores, que são os multiplicadores do conhecimento, possam preservar o patrimônio histórico da cidade”.

Conforme o coordenador do projeto, Leandro Magalhães, a cartilha contempla diversas sugestões de atividades. Brincadeiras de roda, pratos típicos de Londrina em diversas épocas, estão entre as possibilidades pedagógicas ofertadas. Magalhães afirma que em outros anos o material foi idealizado de maneira mais teórica e que a cartilha deste ano tem o intuito de ser mais prática. As histórias contadas nas cartilhas remetem aos pioneiros da cidade, histórias de famílias e bairros da cidade.

O coordenador garante que será realizada a capacitação antes do início das aulas, com curso de formação de 20 horas, para que os professores possam otimizar a utilização dos produtos oferecidos. “A ideia do projeto é poder fazer a formação para a cidadania e conhecimento de bens culturais. É importante qualificar esses professores para melhor utilização do material”.

A coordenação do projeto Educação Patrimonial também disponibilizou as matrizes da cartilha, do jogo e dos quebra-cabeças para reprodução de mais exemplares caso a Secretaria Municipal de Educação necessite de mais exemplares.

Fonte: Prefeitura de Londrina

Fotos: N.com

Oficinas de educação patrimonial no Programa Mais Educação

A Superintendência do Iphan no Paraná irá promover, durante os meses de fevereiro e março, oficinas para educadores da rede pública de ensino de Paranaguá com base nas pesquisas sobre o patrimônio cultural local. A ideia é sensibilizar os educadores para a formação de agentes multiplicadores do enfoque Educação – Patrimônio. As oficinas têm como objetivo proporcionar a reflexão sobre noções de patrimônio cultural, identificar patrimônios do litoral paranaense, debater sobre formas de preservação e sugerir ações educativas a serem trabalhadas no dia a dia escolar.

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Com esse conhecimento, os próprios professores, na volta às aulas, podem estimular seus alunos a realizarem a identificação e o registro do que eles próprios consideram como um bem cultural da região onde vivem, construindo uma noção ampla e compartilhada do que é o patrimônio cultural. Após esse trabalho, as escolas que se interessarem podem desenvolver atividades na linha de Educação Patrimonial através do Programa Mais Educação.

O objetivo do Mais Educação é incentivar e dar apoio para as escolas realizarem inventários do patrimônio cultural local. Assim, os alunos poderão produzir vídeos, fotos, áudios e textos sobre a história da cidade onde vivem, suas vivências, festas, celebrações e demais manifestações culturais.

Em Paranaguá, serão organizados 3 encontros, com 8 horas de duração cada. Os dois primeiros acontecerão nos dias 19 e 21 de fevereiro, em parceria com a Secretaria Estadual de Educação. Uma terceira oficina acontecerá de 19 a 21 de março (data a confirmar) voltada para alunos da FAFIPAR. As vagas são limitadas.

Serviço

Oficinas de Educação Patrimonial – Programa Mais Educação
Data: 19 e 21 de fevereiro
Local: Auditório do Núcleo Regional de Educação – Paranaguá

Mais informações: Iphan /Paraná – (41) 3264.7971

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Iphan/PR apresenta balanço sobre a gestão do patrimônio ferroviário no Paraná

Em 2007, com a extinção da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional passou a ser legalmente responsável pelos bens móveis e imóveis de valor artístico, histórico e cultural oriundos daquela empresa, devendo recebê-los e administrá-los. Nos cinco anos decorridos desde então, a Superintendência do Iphan no Paraná, apesar do reduzidíssimo quadro de pessoal, tem um importante trabalho a mostrar, como se pode ver a seguir, ano a ano ou por período plurianual.

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Fandango Caiçara é reconhecido como patrimônio cultural brasileiro

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Mestre Nemésio, presidente do grupo Pés de Ouro

Muito mais do que uma música: uma expressão cultural. Assim pode ser definido o Fandango Caiçara – o mais novo patrimônio cultural brasileiro. Encontrado principalmente em municípios do litoral paulista e paranaense o Fandango é uma forma de expressão vinculada à organização de trabalhos coletivos – onde vizinhos se reúnem para ajudar a erguer uma casa ou durante os preparativos para um casamento. Ao fim do dia, o organizador oferece como pagamento aos ajudantes voluntários um fandango, espécie de baile com comida farta.

Hoje em dia, as comunidades caiçaras comemoram com fandango os aniversários, casamentos, batizados, a Festa de São Pedro, as romarias do Divino e a louvação a São Gonçalo. São momentos onde a comunidade atualiza as notícias e reforça as relações de parentesco, a convivência entre tocadores, dançadores, preservando a memória e a prática das diferentes músicas e danças. Mas nem sempre foi assim. Antigamente, o Fandango era muito mais presente na vida da comunidade.

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Iphan/PR garante preservação de sítios arqueológicos pelo Paraná

Em 2012, a equipe de arqueologia da Superintendência do Iphan no Paraná realizou diversas vistorias por todo o estado, garantindo a proteção física de remanescentes arqueológicos e a preservação de áreas de importância histórica e cultural. Entre as ações, podemos destacar as do grupo de trabalho instituído para elaboração de um plano de preservação dos remanescentes das ruínas da Redução Jesuítica de Santo Inácio Mini, no município de Santo Inácio, frente aos impactos causados pelo reservatório Usina Hidrelétrica de Taquaruçu, construída na década de 1990.

Além disso, a empresa Duke Energy está solicitando a renovação da Licença de Operação junto ao IBAMA, o que implica na necessidade de novas pesquisas arqueológicas na área do reservatório da usina. A Portaria nº 28/2003 estabelece projetos de levantamento, prospecção e resgate do patrimônio arqueológico para a faixa de depleção dos reservatórios de empreendimentos hidrelétricos de qualquer tamanho ou dimensão dentro do território nacional, como forma de reparar, minimizar e mitigar os impactos negativos causados pela implantação dos referidos empreendimentos.

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Entre as propostas aprovadas pelo GT estão a proteção física e a socialização do sítio arqueológico por meio da construção de estruturas e trilhas para visitação e de um Centro Cultural que possibilite a continuidade e aprofundamento da produção de conhecimento científico. Além disso, o plano prevê a proteção das margens do sítio contra a ação causada pela oscilação da lâmina d’água do reservatório.

Ao longo do ano, também foram realizadas vistorias em Adrianópolis onde foram localizados dois sítios arqueológicos singulares no estado. Um dos sítios resgatados apresentou um número expressivo de fogueiras concentradas e material cerâmico pré-histórico que foi associado a grupos indígenas do tronco linguístico Jê, que habitavam todo o planalto sul brasileiro.

Áreas pretendidas para a instalação de várias centrais geradoras hidrelétricas (CGHs) foram visitadas pelo Setor de Arqueologia do Iphan/PR e de representante da Secretaria do Estado da Cultura (SEEC) para uma primeira avaliação sobre impactos em muros de taipa de pedra no município de Palmas. Os muros históricos estão associados ao tropeirismo na região e eram construídos para a condução e proteção das tropas em locais de difícil acesso.

Para a duplicação da BR 116, no trecho Curitiba-Mandirituba-Fazenda Rio Grande foi realizado um diagnóstico do patrimônio arqueológico que poderia ser impactado pelas obras de ampliação da rodovia. O estudo indicou a presença de três estruturas subterrâneas que poderiam ter sido utilizadas como moradia por populações pretéritas que habitaram o Paraná, as chamadas casas subterrâneas. Tais estruturas eram construídas nas regiões altas (planaltos) para proteção contra o inverno rigoroso da região sul do Brasil e também estão associadas aos grupos indígenas do tronco linguístico Jê.

Trabalhos retratam culturas tradicionais no Paraná

Dois trabalhos lançados pela pesquisadora e educadora  Lia Marchi foram destaque no fim de 2012 por retratar aspectos da cultura do interior do Paraná pouco conhecidos pelo público em geral. O primeiro é o documentário João Surá – música tradicional no quilombo.

O vídeo discorre sobre a vida e as tradições de 40 famílias da comunidade de João Surá, localizada na região do Vale do Ribeira, no nordeste do Paraná. Segundo a pesquisadora, a dificuldade de acesso para chegar a Comunidade Quilombola João Sura – onde é preciso passar por uma estrada de terra de cerca de 60 quilômetros – favoreceu a manutenção de celebrações tradicionais do quilombo, que já tem mais de 206 anos de existência. Entre as tradições retratadas pelo documentário estão a folia do Divino, a dança de São Gonçalo, a encomendação de almas e a festa de Santo Antônio – padroeiro do quilombo.

O outro trabalho lançado recentemente por Lia é o livro Folias do Norte do Paraná. O projeto é o resultado de uma extensa pesquisa realizada entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011, documentando a atuação de nove companhias de Reis do Norte do Paraná com o objetivo de registrar em áudio, foto e vídeo as práticas e os saberes desses grupos. Quem quiser conhecer mais sobre o projeto pode acessar o site www.foliasnorteparana.com.br.

 Obras: João Surá / Folias do Norte do Paraná

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Férias no Museu

Nessas férias, o Museu Casa Lacerda abre as portas com uma programação cultural e lúdica voltada especialmente para crianças de 5 a 11 anos.

A Colônia de Férias no Museu é uma realização do Instituto Histórico e Cultural da Lapa e da Metamorphose História e Arqueologia, que acontece com o apoio da Superintendência do Iphan no Paraná. A programação foi criada como alternativa para o período de recesso escolar e engloba 8 temáticas:

22 de Janeiro: Sabores tropeiros (vamos aprender as receitas e provar a culinária tropeira).

23 de Janeiro: Dia do artesanato (xilogravura, cerâmica e confecção de um produto artesanal).

24 de Janeiro: Brincando de arqueólogo (simulação de escavação e de montagem de exposição).

25 de Janeiro: Cozinha da vovó (reprodução das antigas receitas lapianas).

29 de Janeiro: Um dia na corte: Congada da Lapa (dança circular africana e contação de história).

30 de Janeiro: Dia do Saci (filme e Caça ao Saci no jardim do museu)

31 de Janeiro: Fazendo tintas (reprodução de tintas com elementos naturais).

01 de Fevereiro: Plantando no Jardim Histórico (aulas sobre cuidado com as plantas e jardinagem).

Férias no Museu

Horário: das 14:00 às 16:00

Para realizar a inscrição é necessário enviar nome, idade e telefone para: metamorphoseha@hotmail.com ou (41) 9999-3101

Informe-se sobre a taxa de inscrição nas atividades de sua escolha!

15 VAGAS POR OFICINA

Audiência Pública

Fandango, lançamento de livro, exibição de vídeo com depoimentos dos pescadores de tainha e apresentação dos resultados obtidos com a aplicação do INRC – Inventário Nacional de Referências Culturais, de Paranaguá.

Confira na galeria abaixo como foi a Audiência Pública realizada na Ilha do Mel, em dezembro de 2012, sobre os desafios e perspectivas para a pesca artesanal no litoral paranaense.